Língua neerlandesa - língua neerlandesa (de Nederlandse taal) ou o
neerlandês ( Nederlands, conhecida também como língua holandesa, holandês ou
até mesmo flamengo (Vlaams), é uma língua indo-europeia do ramo ocidental da
família germânica. É falada por cerca de 25 milhões de pessoas nos Países
Baixos (em linguagem corrente designada como Holanda), no norte da Bélgica, no
extremo litoral nordeste da França, no Suriname, em Aruba, em Curaçao, em São
Martinho, nos Países Baixos Caribenhos e por certos grupos na Indonésia.
A língua neerlandesa é popularmente denominada "língua
holandesa",[2]mas tecnicamente o holandês é um dialeto do neerlandês,
falado na região chamada Holanda, que hoje é constituída por duas províncias
dos Países Baixos. Contudo, ambas formas estão corretas.[3] As variações do
neerlandês faladas na Bélgica são comumente denominadas flamengo
História - O neerlandês procede do baixo frâncico antigo (cerca de
400-1100), língua associada aos povos que do séculos IV ao IX viviam nos
territórios atualmente ocupados pelos Países Baixos, pela Bélgica, pelo norte
da França e pelo extremo noroeste da Alemanha, excetuando-se os frisõese saxões
no norte e no leste dos Países Baixos e no noroeste da Alemanha. O baixo
frâncico ou francônio também é conhecido como neerlandês antigo. O período
crucial do contato entre falantes germânicos do Mar do Norte e os procedentes
do sul ou francônios ocorreu entre os séculos VII e VIII e foi o resultado da
expansão merovíngia e carolíngia até as regiões germânicas da costa ocidental
do Mar do Norte. Há pouquíssimos registros diretos desta língua, umas partes
dos Salmos e poucas palavras e frases, ao contrário de sua sucessora, o
neerlandês médio (cerca de 1100-1500), especialmente a partir do século XII e
nos dialetos ocidental (flamengo) e central (brabanção), ambos representantes
das zonas meridionais mais prósperas, sendo do primeiro os textos mais
numerosos.
O predomínio cultural e econômico das cidades flamengas foi
especialmente grande durante o período do neerlandês médio e as influências
linguísticas de Flandres podem ser apreciadas em documentos originários de
outras regiões. No século XVas cidades do Brabante começam a superar as cidades
flamengas em importância, predomínio que no século XVI se desloca para Amsterdã
e outras cidades dos Países Baixos/Holanda, como consequência de sua
independência do domínio espanhol. Durante o século XVII se cria uma variante
genuinamente normativa que na língua escrita retém fortes influências de
Flandres e do Brabante. Sob o domínio estrangeiro a língua perdeu espaço nas
províncias meridionais e nos séculos XVIIIe XIX foi relegada à condição de
língua rústica, sendo o francês a língua normativa, mas esta situação foi
corrigida pela ação política durante o século XX.
O neerlandês normativo é uma variedade do neerlandês moderno (a partir
de 1600) baseado principalmente no dialeto de Amsterdã(o), já que esta cidade
se converteu na capital do país independente.
A língua foi e é conhecida sob vários nomes; por exemplo, na Idade Média
era chamada diets(ch) ou duits(ch), de onde deriva seu nome em inglês (dutch);
no Renascimento era conhecida como nederduits(ch), literalmente baixo alemão, o
que reflectia a sua estreita ligação com os falares do norte da Alemanha, e
marcava a diferença com o "alto alemão", falado na parte sul da
Alemanha e que ia tornar-se a língua oficial deste país. Quando as províncias
se uniram para formar o país, a designação da língua passou para
"Nederlands" - um exemplo de como a designação da língua segue a
constituição de um país. Convém salientar que o nederlands como língua
estandardizada e oficial coexiste com uma série de dialectos, como o hollands
(holandês) falado nas províncias do mesmo nome, o vlaams (flamengo) falado em
pouco mais da metade da Bélgica, ou o "limburgs" falado na Província
de Limburg, no extremo sudeste do País. Convém salientar que o frisónico, falado
nalgumas ilhas junto da costa norte dos Países Baixos e da Alemanha adjacente
não é um dialecto do neerlandês, mas uma língua própria, aparentada ao antigo
inglês.
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